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Há pessoas mais felizes que outras.
Conseguem sucesso pessoal e profissional,
equilíbrio emocional, qualidade de vida em todos os sentidos. Parece até
que encontraram uma fórmula mágica que as torna mais capazes de lidar
com os dissabores e até sabem como transformá-los em impulsos para um
maior crescimento.
O que será que essas pessoas têm que as
faz tão especiais? Como será que se estrutura a sua forma de pensar?
Como se comunicam com aqueles que as cercam e consigo mesmas? O que fazem
para ter tanto sucesso?
Foi a busca dessas respostas que, nos
anos 70, fez dois americanos, Richard Bandler e John Grinder,
desenvolverem a Programação Neurolinguística, que é considerada hoje a
"Nova Tecnologia do Sucesso".
A PNL, como também é conhecida, encara
a excelência pessoal como
resultado de uma série de procedimentos
mentais que acabam por trazer
repercussões no nível físico também,
pois nesse modelo o ser humano é
visto de forma sistêmica. Não há como
separar mente de corpo, emoção de mente, corpo de espírito. O ser esta
perfeitamente integrado e cada uma dessas facetas se relaciona intimamente
com as outras.
Outro aspecto importante é que a PNL
encara o ser humano como um universo de inúmeras partes ou
subpersonalidades. Cada uma das atitudes e comportamentos é resultado da
ação dessas subpersonalidades interiores.
Por exemplo, podemos dizer que alguém
tem uma parte que cuida do seu raciocínio matemático, outra que é
responsável pelo seu lado sensível às artes, outra que controla sua saúde
física etc. Cada uma dessas partes cuida de um aspecto da sua vida.
Costumo brincar dizendo que às vezes alguém casa com uma pessoa e leva
dez pra casa, pois a cada dia vai descobrindo um aspecto diferente da sua
personalidade. Aliás, ainda bem que somos assim: seres plurais.
Podemos dizer que em uma pessoa há uma
parte que, por exemplo, a impulsiona a um vício. Essa parte não está
buscando destruição ou malefício, e sim um ganho que esse vício pode
trazer. Essa é a única forma que aprendeu para obter esse objetivo. Pode
ser que, bem lá no fundo, essa subpersonalidade queira prazer, ou atenção
dos seres queridos, ou autoconfiança, ou poder, ou qualquer outro recurso
com o qual entra em contato quando se deixa levar por esse vício. Ela
apenas ainda não sabe como atingir esse objetivo de uma outra forma.
O cérebro humano é uma máquina de
aprender. O tempo todo fica fazendo associações e conectando uma coisa
com outra. Em algum momento uma parte pode ter aprendido algo, até mesmo
na infância, e que ainda hoje está trazendo resultados. São crenças,
limitantes ou impulsionadoras, conscientes ou não, que promovem
direcionamentos na vida.
O sucesso de alguém, por exemplo, pode
ser motivado por uma crença, de uma parte sua, de que "não há obstáculo
intransponível". Essa crença pode ter se instalado quando em dado
instante, na infância, ela viu o pai, desempregado, conseguir se soerguer
e montar um grande negócio, tornando-se bem sucedido.
Uma outra pessoa, uma mulher, pode ter
uma vida afetiva bastante limitada por ter dentro de si uma crença de que
"homem não presta". Essa crença se instalou no momento em que
ouviu, aos doze anos, as lástimas da mãe em função do abandono que
sofrera com algumas relações desfeitas.
Trazendo à baila a analogia de que
podemos comparar o funcionamento da mente com um sistema informatizado, a
todo instante inserimos arquivos (software), no nosso cérebro (hardware).
Resta saber se esses arquivos estão ou não
precisando de atualização, complementação, revisão, para que a nossa
condução no mundo seja mais adequada à conquista dos nossos objetivos.
E sucesso é algo absolutamente singular
para cada pessoa.
Para alguém, sucesso é colocar mais
dinheiro no bolso no final do mês, para outra pessoa sucesso vem a ser
obter equilíbrio emocional no relacionamento com o chefe. Um pai pode
sentir que sucesso será o instante em que obtiver uma comunicação mais
harmoniosa com os filhos. Para outras pessoas a idéia de sucesso será
deixar de lado um vício, ou emagrecer 10 quilos, ou atingir uma espécie
de êxtase espiritual, ou curar-se de uma doença, ou uma combinação de
diversos aspectos. Enfim, há para cada indivíduo uma idéia do que é
sucesso.
No Curso Básico de Programação
Neurolinguística que realizamos em Salvador, enfocamos as técnicas e
conceitos da PNL que podem ser úteis às mais diversas áreas
profissionais e também aos processos pessoais de autoconhecimento e
autotransformação.
A PNL pode trazer importantes ferramentas
ao trabalho de terapeutas, educadores, líderes, profissionais de vendas,
políticos, advogados, e todos os que de uma forma ou de outra lidam com
seres humanos e buscam qualidade de vida. Resumindo, podemos dizer que PNL
é um caminho mental para o sucesso.
(Kau Mascarenhas) |